A mandrágora há muito tem conotações místicas, tanto por causa de seu efeito narcótico quanto por causa da aparência de sua raiz, que dizem se assemelhar a um ser humano.

A mandrágora é uma planta da família Nightshade usada principalmente por suas propriedades anestésicas e supostamente mágicas. Está intimamente relacionado com a beladona ou beladona e pode causar delírio e alucinações se ingerido em quantidades suficientes. A mandrágora também atua como um auxiliar de fertilidade para as mulheres. Existem quatro espécies, todas pertencentes ao gênero Mandragora e todas com propriedades relativamente semelhantes.

As plantas de mandrágora eram conhecidas por causar alucinações.

Um ingrediente comum na medicina e em feitiços mágicos desde os tempos antigos até a Idade Média, a mandrágora continua a ser usada hoje em menor escala. Seu uso como droga está documentado já em 200 aC, quando cartagineses sitiados deram às tropas romanas invasoras vinho misturado com mandrágora para matá-los em seu estado de estupor. É também um anestésico antigo, usado para anestesiar ou sedar pacientes antes de várias operações. Nesse contexto, ele foi tipicamente inalado.

Tradicionalmente, acredita-se que a mandrágora aumenta a fertilidade da mulher.

A mandrágora há muito tem conotações místicas, tanto por causa de seu efeito narcótico quanto por causa da aparência de sua raiz, que dizem se assemelhar a um ser humano. De acordo com o folclore, a raiz humanóide grita quando é arrancada da terra, e o humano que a ouve ficará surdo, ficará louco ou, em versões mais extremas da lenda, morrerá. Consequentemente, foram inventadas técnicas elaboradas para colher a raiz; uma das mais conhecidas envolve encher as orelhas com cera e enganar o cão para arrancar a raiz, mantendo a distância para que o cão morra em vez da colhedora. Outra lenda macabra em torno da mandrágora afirma que a planta cresce onde um homem foi enforcado.

Mandrake tem sido usado para fins de sedação.

O uso da mandrágora como auxiliar de fertilidade é mencionado, alguns acreditam, no livro bíblico de Gênesis. No Capítulo 30, Rachael, que não foi capaz de conceber, permite que sua irmã e sua co-esposa passem uma noite com seu marido Jacob em troca de algumas raízes encontradas na propriedade de Jacob. Logo depois, Rachael fica grávida. Alguns estudiosos da Bíblia sugerem que a planta em questão não é mandrágora, mas a palavra é a tradução comum do hebraico original. Em qualquer caso, acredita-se tradicionalmente que aumenta a fertilidade da mulher, especialmente no Oriente.